Para pôr fim ao "pesadelo" das cheias. Avançam obras de 63 milhões de euros na Ribeira de Algés

O plano de 63 milhões de euros para combater inundações em Algés foi entregue hoje em mãos à ministra do Ambiente pelo Presidente da Câmara de Oeiras numa cerimónia no âmbito do acordo com o governo para apoiar nas intervenções que vão avançar.

Arlinda Brandão - Antena 1 /

Fotografias - Câmara Municipal de Oeiras

A ministra do Ambiente disse que partilhava a preocupação com o risco de cheias e inundações em Oeiras e em outras zonas do país. Maria da Graça Carvalho afirmou que o municipio de Oeiras pode contar com o governo e com apoios comunitários: "Para vos ajudar para que se resolva durante esta legislatura e durante este Programa Operacional este problema ... para que se dê segurança e bem estar às populações daqui e às pessoas que a visitam".

O presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais nesta cerimónia hoje, disse que vai avançar o concurso para as obras se iniciarem: " Com este Estudo prévio, estamos em condições de avançar com o concurso de concepção/construção para a realização da obra. A prioridade é a juzante; é preciso que a água escoe bem lá em baixo, há que criar condições de desassoreamento, alargar aquela zona, renaturalizar. Mas o que é fundamental agora é iniciar a obra".
O Estudo Prévio do Troço Final Canalizado da Ribeira de Algés, de mitigação de cheias, desenvolvido para os Serviços Municipalizados de Saneamento de Oeiras e Amadora, prevê intervenções prioritárias, incluindo a reabilitação do caneiro e um trecho final em vala aberta.

Estão previstas obras urgentes prioritárias, justificadas por razões estruturais e hidráulicas em duas fases na Ribeira que nasce na Amadora, atravessa Oeiras e desagua em Lisboa.

 A estratégia de intervenção está faseada:
• A primeira fase (26 M€) contempla obras prioritárias urgentes, incluindo a reabilitação da descarga no Tejo e a recuperação estrutural de troços críticos. A empreitada será lançada por concurso público na modalidade de conceção-construção, com prazo mínimo de execução de 18 meses – 6 meses para o projeto de execução e 12 meses para a execução da obra.

• A segunda fase (37 M€) prevê a duplicação de trechos, a criação de um novo sistema elevatório de águas pluviais e o reperfilamento de trocos estratégicos. Esta empreitada seguirá o modelo com projeto de execução do Dono da Obra, com um prazo mínimo de 24 meses – 9 meses para o projeto de execução e 15 meses para a execução da obra.

Com estas intervenções, fica assegurado um sistema hidráulico mais eficiente e duradouro, promovendo soluções sustentáveis e resilientes que aumentam a qualidade de vida e a preparação do território face a eventos extremos.

O estudo identificou vulnerabilidades críticas: a rede atual não tem capacidade suficiente para escoar caudais de cheias, cerca de 57% dos troços analisados apresentam risco de colapso num futuro próximo e a descarga no Rio Tejo é condicionada pelo assoreamento e pela influência das marés. A crescente pressão urbanística e os efeitos das alterações climáticas aumentam o risco de cheias futuras.



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